O estilo de vida envolve o ser humano em um ambiente onde a presença de metais tóxicos é permanente e quase sempre invisível e onipresentem A nossa contaminação torna-se portanto inevitável e generalizada.

 Denominam-se metais tóxicos, ou metais pesados, aqueles metais que não fazem parte da normal constituição do nosso organismo.

Por isso, os nossos sistemas metabólicos não sabem como lidar com eles, nem são capazes de excretá-los e assim  passam a ser uma causa de perturbação crônica e progressiva de nossas funções metabólicas e celulares.

A absorção de metais tóxicos em doses pequenas, mas repetidas, acaba por se transformar numa intoxicação grave e mensurável.

  Metais tóxicos mais frequentes:

- mercúrio

 - alumínio 

 - chumbo

 - níquel

  A intoxicação por metais pesados  está relacionado á:

  • Câncer
  • Fibromialgia
  • Fadiga crônica
  • Doenças degenerativas
  • Envelhecimento precoce
  • Autismo
  • Doenças Auto-imune
  • Alzheimer
  • Síndromes Alérgicas

 - Pelo mineralograma de cabelo ou de unhas, na intoxicação crônica;

- Pela quantificação de metais na urina e no sangue, no caso de intoxicação aguda ou recente.

 O tratamento da intoxicação por metais pesados envolve dois passos:

 1-Eliminação das fontes de intoxicação

 O tabaco é a principal fonte de intoxicação por metais pesados nas pessoas onde esse não é um risco profissional. Com frequência, os fumantes são diagnosticados com a intoxicação por chumbo e cádmio. Antes de um tratamento de desintoxicação por metais pesados é imperativo abandonar o hábito de fumar.

 As amálgamas dentárias são uma das mais importantes fontes de intoxicação por metais pesados, principalmente, do mercúrio.

 Diante do diagnóstico de intoxicação por mercúrio a remoção das amálgamas dentárias é um passo clínico fundamental.

 A eliminação de outras fontes de intoxicação é estudada caso a caso, mas na maior parte dos casos é impossível identificar o fator causal da intoxicação diagnosticada.

 Uma outra fonte de intoxicação por metais, principalmente pelo mercúrio, e que tem levantado calorosas discussões no meio médico-científico, é a intoxicação via vacinas. O timerosal é um composto orgânico de mercúrio denominado etilmercúrio, que é usado nas vacinas como conservante mas é também  um perigoso neurotóxico que pode afetar o desenvolvimento, principalmente o das crianças.

 Cuidados na remoção das amálgamas dentárias

 Uma vez que o ato de remoção das amálgamas favorece a absorção do mercúrio, é de vital importância que o seu dentista possua as técnicas dentárias de remoção de amálgamas indicadas pelas autoridades internacionais em clínica de metais pesados, com vista à minimização da absorção de mercúrio.

Sem essas técnicas, a remoção irá causar um intoxicação muito maior no paciente, exatamente o oposto do seu objetivo quando entrou no consultório do dentista.

 2-Desintoxicação dos metais pesados

 Neste tratamento utilizamos  substâncias quelantes químicas capazes de fazer eliminar os metais pesados através do trabalho renal e hepático;

Alguns exemplos:

  • ALA - ácido alpha lipóico

  • DMSA - ácido dimercaptosucinico

  • DMPS -ácido dimercaptopropanossulfónico

  • EDTA - ácido etileno diamina tetra acético 

O professor Andrew Cutler é um bioquímico PhD que sofreu intoxicação por mercúrio, segundo ele, devido as suas obturações dentárias. Autor do livro Amalgam Ilness, Diagnosis and Treatment, ele pesquisou a a fator da "meia-vida farmacêutica" dos agentes quelantes e criou um protocolo que envolve dar baixas doses e frequentes de quelante, o que ajuda o corpo a excretar com segurança o mercúrio e ou outros metais. 

 - Suplementos nutricionais que diminuem o impacto negativo dos metais pesados no nosso organismo e que facilitam a sua excreção.

Exemplos:

  • Coentro - erva muito comum encontrada no Brasil

  • Chlorella - tipo de alga unicelular. A Chlorella na verdade é um super-alimento de tanta importância nutricional que merece um artigo só sobre ela.

 Reatividade a metais

O uso de metais ou próteses metálicas nos procedimentos médicos parte do pressuposto que o organismo tolera indiferentemente a presença dos metais utilizadosAs investigações científicas tem, no entanto, demonstrado outra realidade. Muitas pessoas desenvolvem alergia ou desencadeiam uma reatividade imunitária aos metais usados nos materiais de ortodontia, DIU ou próteses. Esta reatividade imunitária tem sido associada ao desenvolvimento desde síndromes inflamatórios sistêmicas de causa não esclarecida a doenças auto-imunes e alérgicas.