Um artigo publicado em 2016 pelo JAMA, revelou que os dados sobre as consequências da ingestão de açúcar e de gordura para a saúde coronariana, divulgados pelo New England Journal of Medicine em 1967, foram manipulados por grandes indústrias, culpando apenas a gordura saturada pelas doenças cardiovasculares e omitindo o açúcar. Isso guiou as orientações médicas e nutricionais por meio século, e causou danos humanos incalculáveis.

Atualmente, sabe-se que o consumo regular do açúcar pode causar doença coronariana, obesidade, diabetes tipo 2, problemas neurológicos, doença renal crônica, cáries, problemas de aprendizagem e síndrome metabólica.

Além de seu uso estar associado a esteatose hepática gordurosa não alcoólica, que se não tratada, pode evoluir para cirrose. A recomendação atual é de que o consumo diário não ultrapasse 10% das calorias ingeridas, em uma dieta saudável, mas o ideal é que fique em 5% das calorias ingeridas (ou cerca de 25 g de açúcar por dia).

O açúcar presente naturalmente em frutas, verduras, legumes e leite fresco não deve ser computado nesta restrição. O consumo destes alimentos in natura deve ser promovido e estimulado, para toda a população, em todas as faixas etárias.

O açúcar enquanto droga:

O açúcar, como produto de refinamento, é comparável às drogas,resultando em estranhos cristais brancos (a heroína vem da papoula). O eufemismo “feito exclusivamente com ingredientes naturais” foi atribuído pela indústria ao açúcar, e pelos traficantes à heroína. A OMS tem critérios para o diagnóstico de dependência química. O açúcar preenche todos eles.

Tipos de açúcar
O açúcar pode estar nos alimentos industrializados com vários nomes, causando confusão.

Conheça os nomes utilizados:

glucose de milho | lactose | xarope de malte | glicose | frutose | néctares | açúcar cristal | sacarose | açúcar invertido | açúcar de confeiteiro | açúcar mascavo | açúcar bruto | mel | açúcar branco/refinado | melaço/melado | caldo de cana | dextrose | maltose e xarope de milho | xarope de malte | maltodextrina